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COMPLEMENTO
DA PRIMEIRA PERÍCIA |
| No
dia 22/04/2009 foi empossado, pelo Secretário Estadual de Segurança
Pública (José Mariano Beltrame) o novo chefe de Polícia
Civil, delegado Allan Turnowski. Também foi empossado o diretor
do ICCE (Instituto de Criminalítica Carlos Éboli), Sérgio
da Costa Henriques. Com essa mudança houve maior empenho e agilidade
na tentativa de resolução do caso. |
| Pouco mais
de um ano depois do desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro
Franco, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, peritos do Instituto
de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) concluíram
que policiais militares alteraram a cena do ocorrido para tentar esconder
a verdade. |
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O
QUE A PERÍCIA ENCONTROU |
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Algumas questões inquietaram a perícia técnica
durante todos esses meses. O carro foi encontrado dentro d’água,
com os para-brisas quebrados, mas com o cinto de segurança afivelado
e o banco do motorista reclinado. Dentro do carro, havia uma pedra com
cerca de 8 kg e não foram achados vestígios de sangue. |
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PEDRA
E PARA-BRISA |
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A polícia concluiu ainda que a pedra encontrada no interior do carro era do canal e foi arremessada sobre o parabrisa na tentativa de ocultar a perfuração da bala que o atingiu. “Essa foi uma das contradições. Primeiro eles disseram que o arremesso foi no para-brisa, depois, no vidro lateral do carona. Mas não dá para imaginar que uma pessoa, para prestar socorro, iria jogar uma pedra de 8 kg sobre a outra”, questionou o delegado. O vidro traseiro, segundo a perícia, também foi destruído. “O insulfilm estava completamente retorcido e ao lado de fragmentos de vidros no local, como se tivessem sido sacudido. Isso nunca vai ser encontrado num local de acidente de trânsito, em que o insulfilm ficaria inteiro e os pedaços espalhados”, afirmou o chefe do ICCE. |
ARMAS
E CONTRADIÇÕES |
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Ao longo das investigações, os policiais se contradisseram em várias partes de seus depoimentos. A perícia recolheu seis fragmentos de balas. “A partir desse momento, fomos ver se as seis armas tinham coincidências inconclusivas. A única que apresentava isso era do policial que estava na cabeceira da ponte no dia do ocorrido”, explicou Sérgio Henriques. Segundo ele, é certo de que pelo menos três disparos foram feitos: dois atingiram o capô do carro e um terceiro entrou pelo para-brisa, na altura do volante, e saiu no vidro traseiro. As balas seriam dos calibres de pistolas .40 e .380, usadas pela Policia Militar. “Só não conseguimos ser mais conclusivos porque o projétil se fragmentou”, disse o delegado Ricardo Barbosa. |
NÚMEROS
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| Pouco antes de chegar à Barra, o carro de Patrícia foi multado, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, na Zona Sul da cidade, por excesso de velocidade. Ela estaria a 84 km/h, onde o limite máximo é de 80 km/h. Com base nesse registro, a polícia calcula que ela teria sido assassinada por volta das 5h30, cerca de 10 minutos depois da multa. Dez peritos participaram dos laudos periciais. |
DECRETADA
PRISÃO DE PMS POR MORTE DE ENGENHEIRA |
| Os quatro policiais militares acusados pela morte da engenheira Patrícia Amieiro Franco tiveram as prisões preventivas decretadas ontem à noite. A decisão do juiz Fábio Uchôa, do 1º Tribunal do Júri, pôs um fim ao mistério sobre o desaparecimento da jovem e às investigações sobre o crime, que se arrastavam há mais de um ano. No dia 24/06/2009, os laudos finais da perícia foram apresentados pelo delegado Ricardo Barboza, da Delegacia de Homicídios, e o perito Sérgio Henriques, diretor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli. |
![]() (Imagem: Jornal O Dia) |
| “Não
há mais dúvidas de que os tiros que atingiram o carro partiram
das armas dos policiais militares”, disse o chefe de Polícia
Civil Allan Turnowski. “Foi um homicídio”,
afirmou Ricardo Barboza. Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Willian Luis do Nascimento, que estavam em uma patrulha próxima ao local, vão responder por homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. Já Fábio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos, que chegaram minutos depois, responderão por ocultação e fraude. Pelo menos três tiros atingiram o carro de Patrícia: dois no capô e um no parabrisa dianteiro. Este fragmento percorreu o veículo e deixou marcas na tampa do porta-malas e no vidro traseiro. Os fragmentos encontrados são de pistolas calibres 380 e 40, este último compatível com a arma de Marcos Paulo. |
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Até a noite de ontem os quatro PMs estavam no 31º BPM (Recreio).
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TECNOLOGIA
PARA ELUCIDAR O CRIME |
| Além da reconstituição, os laudos contaram com confronto balístico, análise do veículo, fotos e de material apreendido. Até um programa especial de computação foi utilizado para reconstruir o parabrisa destruído pelos militares com várias pedradas. O inquérito policial acumulou mais de 3 mil páginas, só o laudo pericial tem mais de cem. O promotor Homero das Neves disse esperar que os PMs contem onde está o corpo: “Ao atirar, eles assumiram o risco de matar e ainda dificultaram a produção de provas. Acredito que eles contem a verdade para tentar o benefício da delação premiada”. A polícia ainda investiga outros dois policiais que estiveram no local. |
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Policiais
alteraram a cena do crime. Perícia usou até giz para medir buraco de bala. (Fonte: Extra Online) |
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Movimento
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